- Para a Compostela são precisos duzentos quilómetros, não cem. É a regra do Gabinete do Peregrino e não admite misturas: se fizeres metade a pé, conta o que fizeste de bicicleta.
- Em quase todos os albergues o peregrino a pé entra primeiro. Na época alta muitos não aceitam bicicletas antes das oito da noite, e alguns nunca. Filtra por «guarda bicicletas» e liga antes.
- O que a pé são vinte e cinco quilómetros, de bicicleta são sessenta ou oitenta. Um dia de bicicleta são três ou quatro etapas oficiais: planeia por dormidas, não por etapas.
- Há troços que não se fazem com a bicicleta carregada: a rota de Napoleão nos Pirenéus, a descida de O Cebreiro pelo trilho, partes da Vía de la Plata. Todos têm alternativa por estrada, sinalizada.
- Câmaras de ar, corta-correntes, elo suplente e multiferramenta. Entre aldeias não há oficina, e em agosto a que há está fechada.
- O transporte de mochilas não leva bicicletas. Se ficares a pé, a saída é o comboio ou o autocarro, e nem todos aceitam bicicleta sem desmontar.