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Chegar a Santiago
O último dia é o que ninguém fez nunca antes. Onde fica o Gabinete do Peregrino, o que levar ao balcão e o que acontece quando se chega.
O Gabinete do Peregrino
Não fica dentro da Catedral, que é para onde toda a gente vai primeiro. Fica a poucos minutos a pé, e é ali que se entrega a credencial e se levanta a Compostela.
Abre todos os dias do ano, mas o horário muda com a época: no verão abre muito mais horas do que no inverno. Vê na véspera no sítio do Gabinete do Peregrino.
Em julho e agosto há fila. Tira-se senha com o telemóvel e espera-se onde se quiser, por isso a primeira coisa a fazer ao chegar é tirar o número; a Catedral depois.
O que levar ao balcão
- A credencial de papel com os seus carimbos. A conta que fazes aqui não serve para isso: diz-te se te sai e alimenta o diário, mas ao balcão olham para o papel.
- Um documento de identificação.
- E saber dizer porque fizeste o Caminho. Perguntam, e a resposta decide que documento te dão.
A Compostela
São precisos os últimos 100 km a pé ou a cavalo — 200 de bicicleta — e 2 carimbos por dia nesse troço final.
A Compostela não se paga. O certificado de distância, o que leva escritos os teus quilómetros e o sítio onde começaste, é outro documento e esse paga-se; o tubo para a levares sem dobrar, também.
A missa do peregrino
Há missa do peregrino todos os dias na Catedral, e na época alta há mais do que uma. Os horários são da Catedral e mudam: vê-os no próprio dia.
O botafumeiro não voa em todas as missas. Voa em algumas datas fixas do ano e, além disso, quando alguém o paga. Não há maneira de saber na véspera se vai voar na missa a que fores.
Onde deixar a mochila
Com a mochila às costas não se entra na Catedral. Há depósitos no centro e na estação de autocarros, e quase todos os albergues de Santiago ta guardam no dia em que sais.
E depois
De Santiago sai outro caminho: Fisterra e Muxía, uns noventa quilómetros até ao mar. Tem os seus próprios documentos à chegada, a Fisterrana e a Muxiana.
O Caminho que sai de SantiagoOs horários, os preços e as regras são do Gabinete do Peregrino e da Catedral, não nossos, e mudam todas as épocas. Aqui está o que não muda; o que muda, vê na véspera.